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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

SE O DIRETOR ARISTOPHANES COMENTA, VIRA POSTAGEM

Somos mais de 200.000 participantes e assistidos do maior fundo de pensão da América Latina, a Previ, um dos maiores do mundo, com patrimônio acima dos 190 bilhões de reais(em torno de US$60 bi. É, também, portador de uma cultura secular e patrocinado por uma instituição de peso, no cenário sócio econômico do Brasil. Isso é motivo de orgulho? É, sim! Mas, também, de responsabilidades e zelo.

Prezados Colegas.

Defrontamo-nos, por esses dias, com um episódio singular ao qual, com momentâneo e passageiro interesse poderíamos dar o nome minimizado de “Caso Medeiros-Previ”. Não é bem assim, trata-se de um incidente atual e grave. É a renúncia-denúncia de um conselheiro eleito do DELIB-Previ. Nome de relevante currículo, um ícone de grande valor dentro de nossa comunidade e, também, no ambiente externo. Portanto, não se trata, simplesmente, da renúncia do Dr. José Bernardo de Medeiros Neto. Trata-se da “nossa renúncia” e, pela retumbante aceitação das suas razões, “nossa denúncia”, também.
A Previ, pelo seu DELIB, pretendeu fazer uma reparação a cada falha apontada pelo Dr. Medeiros, que são muitas. Tentaram explicar, item por item, “mas explicar não justifica”, como disse Clarice Lispector.
Pior: A aversão da Previ à transparência, agregou mais um erro ao lamentável episódio. A carta do Dr. Medeiros é datada de 1/2/2018 e a resposta do DELIB ocorreu no dia seguinte, 2/2/2018. Em vez de ficarem procurando veículos, para divulgarem um pretenso “direito de resposta”, o certo – por se tratar de um fato relevante, renúncia e resposta – seria a pronta publicação, no frequentado e autorizado “site” da própria Previ, dos dois textos correlatos. Para ajuizamento pleno e democrático.
Quando digo que o episódio não deve ser minimizado, chamo a atenção e quero dizer que ele deve ser entendido dentro de um novo contexto de mudanças, e se associar a outros eventos que estão modificando comportamentos e repudiando traquinagens e viciadas práticas administrativas. Vejamos:
• O Superintendente da PREVIC, Fabio Coelho, mostrou, em entrevista recente, que a entidade, saindo de um lamentável passado de inércia institucional e aparelhamento peleguista, prega novas e rigorosas diretrizes saneadoras que começam a ser praticadas.(Instrução PREVIC nº6,29/5/17, Portaria 1142/11-12-17).
• Em carta de 4/12/2017, ao MINIPLAN, o combativo Presidente da AFABB-PR, denuncia a prática imoral dos salários avantajados e a pretensão de correspondentes aposentadorias, sem base contributiva, com severo ônus para o fundo de pensão.
• Na linha desse despertar contra práticas irregulares, gastos despropositados e altas remunerações, que se autoconcedem espertos executivos das estatais, a CGPAR e a SEST estão apertando o torniquete com limites, parâmetros e novos marcos regulatórios.
• A grande Imprensa vem dando espaço a esses reparos e, em recente reportagem, a Folha de São Paulo destaca os salários elevados nas instituições financeiras do setor público, revelando que “no Banco do Brasil, incluindo o pagamento de bônus baseados em ações e remuneração variável, os ganhos nas faixas de diretoria atingem R$ 87,4 mil mensais”. É com i$$o que eles querem ir pra casa...
É tempo de a Previ sair de suas “certezas viciadas”, acatar as críticas corretivas e enxergar as mudanças benfazejas, e nesse novo caminho executar projetos que amenizem as grandes perdas sofridas por seus participantes e assistidos, nos últimos anos da rigorosa política do “nem mais, nem menos.” Pra nóis!

ETERNO DIRETOR ARISTOPHANES, AUTOR DO LIVRO "ANEURISMA - O Discreto Matador. Ele pode estar dentro de Você", aos 89 anos de idade.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

CARTA DE RENÚNCIA DO DR. MEDEIROS À PREVI (ÚLTIMA PARTE)

Segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018


Tendo em vista inúmeros pedidos, vou antecipar a publicação da parte final de minha carta de renúncia, que faria em duas etapas. Agora vai o texto integral, embora longo. Suprimi pequenos trechos, atendendo parecer de meus advogados. Tenho sofrido ameaças de ações judiciais e represálias. Mas não vou recuar. Volto a pedir a compreensão dos colegas, das pensionistas, dos aposentados e dos participantes da ativa da Previ, cujo futuro me preocupa, sendo que a minha carta de renúncia é minha contribuição para que se efetuem melhorias. Quando assumi, em meu primeiro dia, lá na Previ, afirmei que era pé quente e que o imenso déficit daquela época iria ser superado. Riram de mim. Graças ao desempenho da bolsa estamos de novo no azul. E´ preciso que este superávit seja destinado a quem de Direito, aos donos da Previ, os participantes, jamais ao patrocinador. Abaixo o texto final.

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"Por último, preciso falar de governança, uma bandeira que a administração da Previ tem desfraldado para diferençar de outros fundos de pensão, tendo passado por esse motivo imune pela CPI.
Não acho que tenha havido boa governança no caso do complexo hoteleiro de Sauípe, recentemente vendido, com imenso prejuízo ocasionado à Previ, pelos aportes financeiros feitos ao longo de todos esses anos que, atualizados, superam a casa de um bilhão de reais. Gerentes e conselheiros da Previ participaram também do conselho de administração e fiscal da Sauípe, situação que denunciei por ocasião da novembrada. Lembro aqui que foi enfatizado, numa reunião do Delib, ocorrida no segundo semestre de 2014, ao justificar pedido de auxílio financeiro ao complexo hoteleiro, que a partir daquele momento Sauípe passaria a dar lucro e não necessitaria mais ser socorrida pela Previ. Li agora, na correspondência que encaminhou a venda do complexo, que a diretoria da Previ concedeu novos auxílios financeiros em 2015 e 2016, perfazendo cerca de quarenta milhões de reais, aumentando, assim, o prejuízo acumulado.
Por esse motivo, estou preocupado com o que está acontecendo com a INVEPAR, que, como todos sabem, vem enfrentando problemas de ordem financeira, onde o diretor Renato Proença, justamente responsável pela área de governança da Previ, é conselheiro de administração.
Ninguém pode servir a dois senhores, ensina a Bíblia. Essa prática não dá certo quando acontecem operações financeiras entre ambos e os interesses se sobrepõem. Por isso defendo atualmente a tese de que diretor da Previ não pode e não deve fazer parte de conselho de administração de empresas participadas, até porque os afazeres de seu cargo são extremamente abrangentes e merecem atenção redobrada e dedicação exclusiva.

Um dos princípios de governança corporativa é promover a integração dos órgãos colegiados e dos conselheiros com os gestores executivos. A Previ promove encontros de governança para os conselheiros de empresas participadas e não promove encontros internos para a integração de seus conselheiros deliberativos, fiscais e consultivos com os diretores.
Na primeira reunião do Delib de que eu participei houve a constituição dos comitês de assessoramento. Eu me candidatei a todos eles e fui derrotado sistematicamente por cinco votos a um, tendo a meu favor apenas o voto de meu companheiro de chapa. Fui claramente discriminado por ser de oposição. Fiquei fora de todos os comitês. Isso é integração ? Isso é governança ? Trazia em minha bagagem uma larga experiência na área, como ex presidente do conselho fiscal da Previ, com livro publicado, um dos líderes de venda nos Congressos da Abrapp, presidente de associação,  contabilista e advogado atuante.
Além de experiência, trazia também conhecimentos avançados na área das probabilidades algorítmicas e de investimentos em renda variável. Prova de minha habilitação é que minha pontuação no ranking de conselheiros de empresas da Previ é elevada, 69 pontos, no 45°lugar.
Governança supõe trabalhar junto, tirar proveito de divergências de opinião e de ideias. A Previ infelizmente não tem mostrado nenhuma vocação para lidar com divergências e críticas. Quem diverge é tratado como inimigo, especialmente quem procura defender os participantes e resistir aos interesses e investidas do patrocinador Banco do Brasil, que historicamente vem se beneficiando da Previ e continua ganancioso em suas pretensões.
Como já foi dito, a Previ enfrenta problemas de transparência na comunicação com os participantes. Claro que existem assuntos sigilosos de ordem operacional, mas diversas deliberações, em meu entendimento, poderiam e deveriam ser divulgadas, para conhecimento dos participantes, que devem saber e acompanhar o que se passa em seu fundo de pensão, para poderem cobrar atitudes dos eleitos.
Na condição de conselheiro deliberativo tive problemas de obtenção de documentos e de informações. Foi necessário , através de correspondência protocolada, ameaçar de dar queixa policial de subtração ou de ajuizar mandado de segurança para conseguir obter o conteúdo do TAC, enfrentamento que durou todo o segundo semestre de 2014 e os primeiros meses de 2015, causando enorme desgaste. Precisava chegar a esse  ponto? Sabido que os conselheiros têm direito ao acesso de toda a documentação.
Tenho outras matérias que alimentam o meu desconforto, de igual ou até de mais relevo, como, por exemplo, a questionável seleção de conselheiros para empresas participadas,  o teto dos benefícios, a questão da sétima e oitava horas, as pendências com o Banco do Brasil sobre o BET, os controles internos sobre os investimentos, como o Fip Brasil,  mas essa carta de renúncia já vai longa, não comporta outras considerações, pois, creio, as alegações  aqui contidas já são suficientes para justificar  a minha renúncia.
                                                         
-o-o-o-o-o-


Lamento renunciar meu mandato. A renúncia sempre é uma atitude penosa e necessita de firmeza. Martha Medeiros, escritora gaúcha, minha sobrinha, escreveu que “ou a gente se acomoda e finge que está tudo bem, distribui sorrisos e desculpas esfarrapadas, se submetendo a uma farsa, ou encara a situação, mostra que é digno, autêntico, assume os riscos de sua decisão, demonstra sua independência e escreve sua história”. Eu tenho uma história a zelar. Não posso contrariá-la nessa altura de minha existência, às vésperas de completar oitenta anos. Sigo o exemplo de meu pai, advogado do Banco do Brasil, que renunciou ao cargo de juiz em Uruguaiana por não aceitar interferência política. Procuro honrar sua memória.
Foi com sofrimento, acredite, não foi fácil, que resisti até aqui o exercício de meu mandato. Tenho testemunhas de meu permanente, desgastante e desigual esforço pela defesa dos direitos e interesses dos aposentados e pensionistas perante o patrocinador Banco do Brasil durante todos esses 44 meses intermináveis, bem como pela minha luta pelo fortalecimento da Previ como instituição que nos garanta um padrão de vida digno no ocaso de nossas vidas e não apenas uma mera pagadora de benefícios. E´ com pesar que me vejo obrigado a renunciar próximo do fim. Saio, entretanto, de consciência tranquila, cabeça erguida e com o senso do dever cumprido.
Faço votos de que as minhas ponderações, feitas com o melhor propósito, como sempre fiz, sejam objeto de reflexão e quem sabe de tomada de providências, bem como que respeitem minha atitude.

A propósito, como é ano eleitoral, para que não seja mal interpretado, declaro que não sou candidato a nada."
DOUTOR JOSÉ BERNARDO DE MEDEIROS NETO (Foto Blog do Medeiros)

domingo, 18 de fevereiro de 2018

AUTONOMIA TEM DE SOBRA NA PREVI

     Os eleitos esbanjam autonomia em nosso fundo de pensão, não se pode tapar o sol com a peneira. Neste caso, por que não somos atendidos? Por que os eleitos não se esforçam para retirar as nossas contribuições de aposentados? Por que os diretores eleitos não trabalham unidos a nosso favor, por exemplo, o DIPLA e o ADMIN não se juntam para pressionar o diretor de Seguridade na expansão dos ES?

       As respostas mais plausíveis a estas perguntas são que os eleitos votam a favor do patrocinador por puro interesse pecuniário, para tirar proveito em cargos indicados pelo patrocinador que possui essa regalia de indicar, nas empresas participadas. São casos em que o dinheiro fala mais alto do que os nossos clamores. Não fazem nada por nós porque não querem fazer, não por falta de autonomia. O aumento no prazo do ES, para exemplificar, é medida banal, fácil, corriqueira, que só não sai por pura teimosia do diretor da área, que como já foi dito trabalha voltado de costas para o aposentado, reeleito que foi por nossa desunião e pela intromissão indevida do meio sindical, mais especificamente da odiada CUT.

      Esta autonomia logicamente não é plena. Há casos (muitos raros) em que, por força da LC 108/2001, o patrocinador pode utilizar seu direito de voto de qualidade no Conselho Deliberativo, porém, jamais  seria usado para decidir questões de pequeno porte como normalmente são os pedidos dos associados. Então, o que os impede de levar nossas proposituras à Diretoria Executiva? Nada, absolutamente nada. E por que não defendem um prazo maior para o ES? Porque o diretor Marcel simplesmente não aceita a ideia. Por que não prestam contas de seus atos e não são transparentes? Porque a publicidade lhes é prejudicial e vai revelar os seus votos indefensáveis e inconfessáveis. Essa história de falta de autonomia, lei da mordaça, pacto de silêncio, nós mesmos criamos, temos que admitir. Fizemos o papel de verdadeiros idiotas e de advogados do diabo, transformamos eleitos em "coitadinhos", coisa que definitivamente não são. Ausência de autonomia é balela, uma tremenda falácia que só a eles eleitos traz conforto. No fim das contas somos nós os que lhes dão motivos para permanecerem no marasmo. Somos os culpados por tudo isso. Eu assumo a minha culpa.

     Ficar nesse eterno blá, blá, blá, sem resultado prático algum, de esconder-se atrás de supostos pactos de silêncio, lei da mordaça, para permanecer no marasmo não cola mais. Os eleitos devem muito e precisam ser cobrados energicamente. Passou da hora das máscaras caírem.

    Por questão de bom senso, obviamente não queremos tomar conhecimento de informações estratégicas negociais, privilegiadas do fundo, capazes de suscitar prejuízos, caso fossem divulgadas, mas de ações voltadas para o estudo de melhorias nos benefícios para auxiliar na travessia destes momentos de sérias dificuldades financeiras que afetam a todos.
Certamente, neste ambiente de inflação controlada e cenário de juros baixos, o desafio para bater a meta atuarial será bastante complicado, todavia, com boa vontade tudo é possível, a começar pela suspensão da contribuição, por tempo determinado, uma vez que o fundo está equilibrado e o déficit acumulado em 2017 deve ser zerado até março deste ano, conforme afirmou o Presidente Gueitiro da PREVI.

    Os novos eleitos e os que atualmente cumprem mandatos em vigor, na representação dos associados, deverão trabalhar com posturas diferentes, porque essa história de fracos e oprimidos na hora de votar e decidir sobre matérias importantes na PREVI termina aqui. Na realidade, nas votações os poderes são iguais. A partir dessa data, iremos cobrar com rigor os resultados que antes não eram divulgados, do nosso interesse, que a LC 109/2001, artigo 24, nos confere por direito.

OS ELEITOS TÊM A OBRIGAÇÃO DE NOS DEFENDER EM QUAISQUER OCASIÕES.

Observação do Blog: No dia 20/02 quando o Dr. Medeiros liberar a Parte II da Carta de Renúncia à PREVI, estarei publicando aqui. Aguardem!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A CARTA DE RENÚNCIA DO DOUTOR MEDEIROS (I)

Atendendo a inúmeros pedidos de colegas, participantes e eleitores, que me apoiaram nas eleições de 2014 para a Previ, que manifestaram o desejo e alegaram o direito de conhecer as razões de minha renúncia ao cargo de conselheiro deliberativo suplente, que apresentei no dia 1 deste mês, sinto-me na obrigação de publicar a carta.  Como sempre defendi a transparência e o direito dos participantes saberem o que se passa no seu fundo de pensão, entendo que esta  atitude está coerente com esses princípios, que, na minha opinião, são saudáveis e se inserem numa política de plena integridade, tão apregoada  ultimamente para coibir corrupção.

Não havia divulgado a carta de renúncia até agora porque ainda nada tinha recebido da Previ.  Mas ontem me chegou e-mail da secretaria do conselho, solicitando devolução da credencial de acesso ao Mourisco e do iPad, conforme mandam os normativos,  por conta do TÉRMINO DO MANDATO. Em vista disso, após consulta a colegas que me acompanham, face ao "ENCERRAMENTO DO MANDATO",  me considerei liberado de qualquer vínculo administrativo com a entidade e apto para informar os termos de minha carta de renúncia, onde estão explicitadas as minhas principais justificativas.  Como a carta é longa, seis páginas, publicarei em três etapas, para a devida análise de vocês. Ela foi dada a conhecer, previamente,  a alguns colegas e algumas entidades que me apoiaram, para apreciação.  Agradeço a reserva mantida, mas soube que já está começando a vazar. Inclusive com algumas alterações e variações. Então, para evitar mal entendidos,  aqui está na sua íntegra. Agradeço a compreensão.

                                          -o-o-o-o-o-o-

"Porto Alegre, 1 de fevereiro de 2018


Sr. Presidente do DELIB,


Sinto-me no dever de apresentar a minha renúncia ao cargo de conselheiro deliberativo suplente da Previ, para o qual fui eleito com expressiva votação, tendo tomado posse em 1 de junho de 2014.  Embora faltando apenas quatro meses para o final do mandato, não tenho mais condições de exercer o cargo, por discordar de fatos e de algumas decisões tomadas ultimamente, com as quais impossível conviver.

Entre essas decisões, destaco a que criou, na reunião do Delib de 15 de dezembro, o comitê de auditoria, com o propósito de procurar contemplar recente proposta do CNPC para entidades consideradas sistemicamente importantes.

A composição escolhida, em meu entendimento, confronta com o espírito da resolução do CNPC, que pretende ver no comitê, no mínimo, dois membros independentes, para estabelecer mais autonomia ao órgão.

Dessa forma me parece que o órgão nasce aleijado, e por isso acho que terá dificuldades de atuação perante o conselho fiscal e as auditorias, já que, conforme anunciado, terá que revisar as demonstrações contábeis.

Outra decisão que me desagradou, foi a que aprovou, por cinco votos a um,  na mencionada reunião de 15 de dezembro, indicadores para a remuneração variável da diretoria referente ao exercício de 2018 e estabeleceu alterações em alguns dos pressupostos. A maioria dos participantes reprova a remuneração variável para os diretores da Previ. Alguns chegam a denomina-la de “bônus abutre”. Outros argumentam que houve deliberação em causa própria pelos indicados do Banco do Brasil, já que ocorreu voto de minerva. Os indicadores são questionados, especialmente os acionadores do pagamento, que foram mudados anteriormente. Essa decisão, portanto, interessa aos participantes. Ela não foi divulgada aos participantes, contrariando as regras de transparência e o que foi combinado. Essa política de comunicação, que omite informações relevantes aos participantes e amordaça os conselheiros eleitos impedindo-os de fazer divulgação ampla, sob o manto de um rigoroso Código de E´tica e de Guia de Conduta, tem sido alvo de permanente reclamação desde que assumi. Tem melhorado, mas ainda deixa muito a desejar.

Não pude deixar registrado na ata da reunião de 15 de dezembro, como gostaria, o meu desconforto, dando amplitude ao voto contrário,  porque, embora com direito a voz, decisão do Delib, em meados de 2015, proibiu os conselheiros suplentes fazer quaisquer registros nas atas, como anteriormente eu vinha fazendo de maneira sistemática, estabelecendo, a partir daí uma barreira silenciosa intransponível. Se pudesse registrar minhas inconformidades, talvez não precisasse renunciar.

Não sou contra o pagamento de uma justa remuneração aos gestores da Previ. Considero, entretanto, um equívoco querer confundir a Previ com o Banco do Brasil nesse tocante, adotando para ambas um critério similar de remuneração variável, salvo alguns indicadores específicos. São duas instituições diferentes. Uma é sociedade anônima e a outra é um fundo de pensão. Uma visa o lucro e a satisfação dos acionistas. A outra tem por objetivo o pagamento de aposentadorias e pensões, tendo como norte o equilíbrio atuarial. São como óleo e água. Não se confundem.

O pagamento dessa generosa remuneração variável, de seis salários, que podemos também classificar como uma gratificação ou bônus, aos diretores da Previ é incabível. Talvez só se justificaria, no consenso de alguns, se o déficit acumulado, que ainda persiste, em torno de cinco bilhões, fosse zerado, e o superávit obtido pudesse de novo ensejar pagamento de BET aos participantes e suspensão das contribuições. A circunstância de que o atual resultado evitou contribuição extraordinária, como está ocorrendo em outros fundos de pensão, que tem sido alardeada, não é suficiente, pois se sabe que grande parcela do resultado não é produto de gestão, mas se deve unicamente a melhoria da bolsa de valores, que passou de 50.000 pontos para 77.000 em 2017.

Acresce, ainda, o fato de que os diretores da Previ participam de conselhos de empresas, onde são regiamente remunerados, sabido que alguns conselhos pagam honorários elevados, o que, sem dúvida, é mais um atrativo para o cargo. Antigamente o Banco do Brasil colocava um limite de ganho aos funcionários da ativa, obrigando a doação do restante para entidades filantrópicas, como a Fundação Cultural. Hoje esse freio não existe mais. Atualmente, o Presidente Gueitiro e o diretor Marcel são conselheiros da Vale. O diretor Renato Proença é conselheiro da Invepar, o diretor Marcio da Neo Energia, a diretora Cecilia da Embraer, todas importantes empresas. Somando esses honorários com a remuneração fixa da Previ resulta numa expressiva quantia, desproporcionada se comparada com a média dos benefícios, ainda mais na presente conjuntura quando ocorreu um pífio reajuste dos benefícios em janeiro, da ordem de apenas 2,06%, motivo pelo qual me parece que a remuneração variável se antes já era reprovável, agora, com esse reajuste mínimo, se torna imprópria e inadequada.

Outra circunstância que aumenta o meu desconforto é a que diz respeito ao departamento jurídico da Previ.  Quando fui intimado pela auditoria interna para responder processo de quebra de sigilo, autorizado pelo Delib, encaminhei correspondência de defesa onde chamava a atenção de que a auditoria ocuparia melhor o seu precioso tempo examinando o departamento jurídico, há quinze anos sob a chefia do mesmo consultor, para levantar possíveis irregularidades no setor, algumas das quais eu alinhava, inclusive com relação a custos, pois as despesas jurídicas eram elevadas, depois do pessoal, a rubrica maior. Minha sugestão não foi levada adiante. Morreu junto com meu processo.

Ano passado surgiu a informação no Delib de que denúncia anônima a respeito de uma vultosa ação de arbitramento movida por Daniel Dantas, da ordem de bilhões de dólares, lançava suspeitas sobre os principais gestores do Departamento Jurídico, sendo que quatro foram, então, afastados de suas funções e voltaram para o Banco do Brasil. Entretanto, a partir daí reina o silencio a respeito das responsabilizações e das medidas administrativas correspondentes. Na última reunião, o atual consultor jurídico relatou um caso de economia de quantia bastante grande, num contrato, declarando que aquilo era apenas um pequeno sinal do “descalabro” que encontrou no setor. Acho que sem que esse episódio seja devidamente passado a limpo e clareado, se houve culpa ou não, se houve má fé ou não, qual a extensão das irregularidades, os gestores e conselheiros poderão ser considerados cúmplices ou acobertadores. Impossível conviver com essa situação, que necessita ser esclarecida, aprofundada e devidamente saneada, com urgência, aplicando-se as punições e responsabilizações, se for o caso. "

( continua na próxima postagem, dia 20 )
       DONA ANA E O MARIDO DOUTOR MEDEIROS. (Foto Facebook)

IMAGENS DA SEMANA


        QUEM FOI? FOI ELE, EU NÃO! FOI ELE ALI. POR QUE NÃO TODO MUNDO?


          DILMA NO CARNAVAL EUROPEU...AO LADO DE BLATTER... 



    HOMENAGEM AOS INCANSÁVEIS CONGRESSISTAS BRASILEIROS.



La única manera de ser un capitalista es seguir la izquierda brasileña. (DEVO MORAL)



TSE VAI AUMENTANDO A VERBA...ATÉ CHEGAR NOS 3,5 BILHÕES (JÁ ESTÁ EM 2,5 BI)
TSE libera mais R$ 888 milhões de verba pública para campanha eleitoral. Partidos terão R$ 2,5 bilhões em dinheiro público para financiar candidatos



         PREÇO DA GASOLINA DEIXA KOMBI BARATINADA....

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

AETQ SÓ PARA O PLANEJAMENTO?


Notícias

08/02/2018

Você sabe o que é AETQ?

Conforme a Resolução 3792, o Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado é um dirigente com requisitos específicos.

De acordo com a Resolução Bacen 3792, todos os planos de benefícios administrados por entidades fechadas de previdência complementar, como a Previ, têm um Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado, o AETQ. Na Previ, considerando as funções estatutariamente definidas, esse profissional é o diretor de Planejamento. Conforme determina o artigo 7º, da Resolução 3792, o AETQ é o dirigente responsável pela gestão, alocação, supervisão, controle de risco e acompanhamento dos recursos garantidores dos planos e pela prestação de informações relativas à aplicação desses recursos. 
Considerando que nas próximas eleições os participantes e assistidos escolherão, dentre outros, o novo diretor de Planejamento, é importante ter em mente todos os requisitos legais necessários para concorrer ao cargo, conforme determina o artigo 15 do Regulamento de Consultas aos Participantes e Assistidos da Previ.
A Instrução Previc nº 6, de 29/5/2017, prevê que os membros da Diretoria Executiva, do Conselho Fiscal e do Conselho Deliberativo devem ser previamente habilitados para o exercício de seus mandatos, estabelecendo uma série de requisitos comuns a todos esses cargos. Para o desempenho da função de AETQ, que na Previ é o diretor de Planejamento, a resolução traz alguns requisitos específicos a serem observados: a experiência mínima de três anos (obrigatoriamente na área de investimentos) e a necessidade de ser previamente certificado por uma das instituições certificadoras previstas no artigo 7º da Portaria Previc nº 1.142, de 2017.
Ainda em conformidade com a Instrução Previc nº 6, os documentos dos candidatos eleitos para mandatos de diretor, conselheiro deliberativo e conselheiro fiscal devem ser enviados para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar, a Previc, que emite um atestado de habilitação do dirigente. Esse atestado de habilitação precisa ser recebido pela Previ antes da posse do candidato eleito. Por isso, todos os candidatos devem apresentar no momento da inscrição da chapa, obrigatoriamente, a documentação exigida. Destacamos que para os candidatos ao cargo de diretor de Planejamento, por ser o indicado a AETQ, devem ser entregues, também, as comprovações de experiência e de certificação na área de investimentos, como previsto no Regulamento de Consultas aos Participantes e Assistidos da Previ.
A Previ entende que a qualificação de seus dirigentes e a prévia habilitação dos mesmos, na forma da legislação vigente, reforçam a boa governança e a garantia de uma gestão técnica e voltada para o cumprimento da missão da entidade.
..........................................................................
     No governo Lula foi criada a PREVIC, entidade sem nenhuma autoridade, cabide de empregos políticos, omissa na administração do Postalis, Funcef, Petros...Essa podre Entidade vem agora nos "impor" através da Instrução Previc nº 6, prévia habilitação dos membros da da diretoria e conselhos dos fundos. A PREVI obedece de pronto, considerando "legislação vigente" que devem ser seguidas. Só houve uma exceção que não foi cumprida pelo nosso fundo em relação à determinação da PREVIC: A implantação do valor do teto dos diretores.
          Já a figura do Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado (AETQ) cuja sigla deu um trabalhão danado aos "geniais" do Bacen pela gestão da Resolução 3792, saiu com sigla parecida com os componentes do DNA (adenina, timina, citosina e guanina, ATCG que se ligam por meio de pontes de hidrogênio), está sendo exigida na PREVI apenas para o diretor de Planejamento. Em meu modesto entendimento todos os membros da diretoria deveriam obrigatoriamente ser "Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado". É de se conceber que os três indicados pelo patrocinador já o sejam, incluindo o Administrador-Mor, presidente do fundo.
      Por outro lado, creio que as "instituições certificadoras" credenciadas pela PREVIC por meio da Portaria Previc nº 1.142 de 2017, sejam de alto gabarito comparadas a Harvard, Stanford, Anaheim ou Cambridge. Como é sabido, em nosso país com alta vertente comunista e socialista, cujo presidente super honesto não possuía (nem possui ainda) um certificado de nível superior, e disso se ufana; há muitas "universidades pagou-passou" ou, se quisermos descer ao nadir, os cursinhos "Walita" tão recorrentes na hora da necessidade. Examinemos, pois, os currículos dos candidatos nas chapas a serem registradas.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O CARNAVAL DE UM SONHADOR

       País com treze milhões de desempregados sem dor na consciência por desperdiçar tantos dias na diversão...Primeiro o circo, depois o pão.
      Sonhei que na terça de carnaval as Forças Armadas, via General Eduardo Villas Boas, havia tomado o Palácio do Planalto, deposto Temer e fechado o Congresso Nacional. De quebra, havia extinto o STF com alguns de seus (bons) ministros sendo alocados para o STJ, que passara a ser a última instância judiciária.
       Na continuação, uma série de medidas emergenciais tomadas pelo novo governo. Reforma da Previdência via decreto apenas para os servidores públicos que passaram para o mesmo regime do servidor privado. Novo decreto revoga todo e qualquer penduricalho para os ocupantes do legislativo, executivo e judiciário. Não existe mais Auxílio de nada. Sobrou muito dinheiro nos cofres do governo com estas poucas medidas o qual foi investido imediatamente na Saúde e na Educação.
       Depois vi que o General havia determinado a extinção da PREVIC, a revogação da Resolução 26, anulou toda reversão de valores havida com patrocinadores, exigiu transparência nos fundos de pensão e cortou a ingerência do patrocinador. Cada fundo, doravante será administrado pelos próprios associados através de um Conselho supervisionado pelo governo. Exigiu a imediata prisão dos corruptos já condenados e pediu rapidez no julgamento dos réus que tinham foro privilegiado pois acabara de cortar essa regalia.
       Enquanto me deleitava com a intervenção alguém bateu à porta. Acorda! Já são dez da manhã.

EM PLENA TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL, ENQUANTO O POVO BRINCAVA NO RIO, EM SÃO PAULO, EM SALVADOR E NO RECIFE...UM SONHO QUE PODERIA SER REAL, SE TRANSFORMOU EM DURA REALIDADE...